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Ética: Ações Externas Baseadas em Motivos Internos

Por Geniais , em 05/01/2019, 12:55h

MANÁ DA SEGUNDA
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11 de junho de 2018
Vinte anos servindo às comunidades empresarial e profissional
Ética: Ações Externas Baseadas em Motivos Internos
Por Sergio Fortes


A ética sempre tem sido um desafio no mundo empresarial e profissional, e apesar de tantos avanços e mudanças, pode se tornar um desafio ainda maior no século XXI. A palavra “ética” deriva do antigo grego ethos, que significa “nosso lugar como seres humanos” ou “o lugar onde vivemos”. Neste sentido, ethos ou ética pode ser considerada como “nossa casa”.

Isso me lembra de quando meu pai falava com a família reunida em torno da mesa após o jantar. Em relação a certas ações ou comportamentos que ele considerava inaceitáveis, ele dizia enfaticamente: “Aqui nesta casa isso não pode ser feito.” Basicamente ele estava nos informando quais eram as “regras da casa”, os padrões, práticas e tradições que ele esperava que nós sustentássemos.

Obviamente, nossa casa ou lugar, como seres humanos, é o lar que habitamos, nosso casamento, o grupo social do qual participamos, a sociedade em que vivemos, nossa cidade, a vizinhança que nos cerca, a igreja onde prestamos culto juntamente com outros, e a companhia na qual ganhamos nosso sustento, o que a Bíblia chama de “pão nosso de cada dia”. Viver de acordo com um código de ética pessoal e profissional, na verdade, se traduz em ações que façam nós nos “sentirmos em casa”.

O filósofo e educador brasileiro Prof. Dr. Mario Sergio Cortella, apresentou um hábil conceito de ética: “Conjunto de princípios e valores que usamos para responder três das principais questões da vida humana: Eu quero? Devo fazer? Posso fazer? Há coisas que queremos, mas não devemos (adquirir). Há coisas que deveríamos fazer, mas não podemos. Há coisas que podemos fazer, mas não queremos.”

Dilemas como esses permeiam nossa vida diária, invadindo as profundezas de nossos relacionamentos de negócios e as origens internas invisíveis de nossas ações profissionais.

O apóstolo Paulo ressalta que quando fazemos o que não queremos estamos sendo dominados por uma força ou impulso interior que ele chama de “pecado”: “Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim” (Romanos 7:20).

Um dos conceitos de pecado que aprendi – não me recordo com quem – é que “pecar é acertar o alvo errado”. Sabemos o que devemos fazer, mas ao tentar fazê-lo, perdemos o alvo e acertamos em outra coisa.

O antídoto divino para o pecado é o perdão. Quando admitimos nosso pecado e o confessamos, Deus nos ajuda a vencê-lo, provendo perdão, capacitando-nos a não querer o que não devemos e nos dando habilidade para fazer o que devemos: “Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:8-9).

Entretanto, ter diretrizes éticas e exibir conduta ética apropriada – nossa casa – é mais do que ter a intenção de seguir boas práticas, valores e princípios. Requer mais do que um simples desejo ou vontade: demanda uma mudança interior, uma nova mentalidade.

Em Romanos 12:2 afirma: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação de sua mente” . Ser “transformado” não é algo que possamos fazer sozinhos. Como a Bíblia diz repetidamente, somente Jesus pode fazer isso. Gálatas 2:20 assegura: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim (por Seu Espírito)”.

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